Aluna: Maria Andréia Carneiro Cruz
Entrevistada: Maria Diva da Macena
End.: Raimundo Miguel da Cunha – Alto da Alegria - Angicos, RN
A Seca no Nordeste
A família da senhora Diva passou por essa consequência da seca no nordeste, que atingiu toda região nordestina, uma grande crise no ano de 1932, entre muitos outros anos que houve, muitas secas existentes na região que afetou a população de maneira triste, pela fome e a miséria, pois não chovia no sertão, e era muito difícil. As pessoas abandonavam as fazendas e iam embora para o agreste, saiam da sua terra para não sofrer o risco da seca.
Quando a seca começou, o desespero era grande, pessoas que não tinham o que comer, comiam berduega que era um tipo de erva , xiquexique, mel de furo, coco de catolé e outras plantas da caatinga . Caçavam preá para venderem e com o lucro que ganhavam compravam rapadura e farinha que era mais barato.
Para comer o xiquexique, a pessoa descascava, botava para secar a crueira do sodoro e botava no pilão e depois pisava, colocava água espremendo no prato e usava um pano para colocar tudo na panela de barro. Para quem tinha cacimba era mais fácil para a utilização da água, quem não tinha iam de carroça até o açude. Muitas pessoas morriam, tanto de fome e de doenças como diarréias; o pouco de água que tinha no açude era contaminada por bactérias, era preciso ferver a água para utilizá-la, a não ser da cacimba que eram poucas pessoas que tinham.
Entrevistada: Maria Diva da Macena
End.: Raimundo Miguel da Cunha – Alto da Alegria - Angicos, RN
A Seca no Nordeste
A família da senhora Diva passou por essa consequência da seca no nordeste, que atingiu toda região nordestina, uma grande crise no ano de 1932, entre muitos outros anos que houve, muitas secas existentes na região que afetou a população de maneira triste, pela fome e a miséria, pois não chovia no sertão, e era muito difícil. As pessoas abandonavam as fazendas e iam embora para o agreste, saiam da sua terra para não sofrer o risco da seca.
Quando a seca começou, o desespero era grande, pessoas que não tinham o que comer, comiam berduega que era um tipo de erva , xiquexique, mel de furo, coco de catolé e outras plantas da caatinga . Caçavam preá para venderem e com o lucro que ganhavam compravam rapadura e farinha que era mais barato.
Para comer o xiquexique, a pessoa descascava, botava para secar a crueira do sodoro e botava no pilão e depois pisava, colocava água espremendo no prato e usava um pano para colocar tudo na panela de barro. Para quem tinha cacimba era mais fácil para a utilização da água, quem não tinha iam de carroça até o açude. Muitas pessoas morriam, tanto de fome e de doenças como diarréias; o pouco de água que tinha no açude era contaminada por bactérias, era preciso ferver a água para utilizá-la, a não ser da cacimba que eram poucas pessoas que tinham.
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