Simplificando o significado de cidadania, nós diríamos que ela é o conjunto de direitos e deveres que podem está a disposição de um indivíduo, integrante de uma sociedade em uma determinada época; já que alguns valores e padrões culturais, que influenciam as noções de direitos e deveres, mudam com passar do tempo.
É por isso que Covre (2007) assim expressa seu entendimento sobre cidadania: “resultado não de uma representação estanque, mas de um processo dialético em incessante percurso em nossa sociedade”. Podemos perceber claramente que o que ele quer dizer é que a cidadania é algo que está em constante processo de mudanças ao longo da nossa história e que por isso precisamos estar atentos a elas.
Como já foi mencionado anteriormente, a noção de cidadania vem se modificando de geração em geração, e atualmente como citou (DIMESTEIN, 1994),” a cidadania significa em sua essência, o direito de viver descentemente”. E esse direito, pelo menos no âmbito legal, não está restrito apenas a um grupo ou classe social, como acontecia, por exemplo, em algumas sociedades da antiguidade; do período medieval; na primeira fase da industrialização, em alguns países da Europa; como também no Brasil colônia e império. No entanto, para que ele venha a se concretizar de fato, é necessário que haja uma mobilização de parte da sociedade, ou seja, daqueles que já exercem a cidadania, e que, portanto, tem acesso aos meios de pressionarem os governantes e os representantes públicos de um modo geral, a disponibilizarem mecanismos que garantam que o direito a cidadania atinja a todas as pessoas.
Essas lutas para que grupos sociais menos favorecidos adquiram certos direitos ou benefícios, inerentes ao seu tempo e aos valores culturais de cada época ou de cada povo sempre existiram, e é bem provável que continue a existir, porque parece que faz parte da natureza dos homens, explorarem seus semelhantes a fim de conquistarem ou manterem poder, e por outro lado, aqueles que estão sendo subjugados, explorados e indivíduos que não concordam com essas explorações, tendem a se mobilizarem para mudarem o destino ou a situação desses marginalizados. Nesse caso concordo com a citação de (SANTANA): “a cidadania se confunde com a história das lutas pelos direitos humanos, por isso esteve em permanente construção e assim, permanece”. E ainda há muito o que se conquistar, como por exemplo igualdade e justiça social, onde todos os indivíduos possam ser cidadãos plenos, vivendo dignamente, em um ambiente saudável e equilibrado. Não podemos ficar passivos, vamos à luta!
José Jailson da Cunha Caraú
Professor de História da E. E. Prof. Francisco Veras. Especialista em "República do Brasil."
Professor de História da E. E. Prof. Francisco Veras. Especialista em "República do Brasil."
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